

O presidente do país, Jacob Zuma, e o presidente da FIFA tiveram seus momentos de glória expostos ao público. Palavras de agradecimento pela oportunidade de sediar a copa disfarçam as distorções dos verdadeiros efeitos da instalação da Copa do Mundo, principalmente em países do grupo subdesenvolvido. Mas é claro, alguém sempre sai perdendo.
No imaginário popular a Copa do mundo traz oportunidades intermináveis de emprego, desenvolvimento e destaque do país em âmbito internacional. Mas o que não é exposto ao grande público são as condições distorcidas que estes países precisam aceitar para dar um gosto de “africanismo”, “brasilidade”, entre outros patriotismos ao seu povo
O país que cair na tentação de sediar a Copa do Mundo tem de aceitar todas as exigências da FIFA. Todo e qualquer material relacionado ao evento é isento de taxas alfandegária. Ou seja, além de o país ter de arcar com todas as despesas sozinho, deixa de arrecadar.
Além de tudo, todo produto e toda menção feita à copa é de poder da FIFA. Assim, mesmo um camelô que quiser vender figurinhas de jogadores ou "geladinho" com nome em homenagem aos jogadores deve prestar esclarecimento e contas à instituição.
A mão de obra necessária para reformas e construções dos vários prédios erguidos durante o evento são trazidas do exterior para o país escolhido. E para a manutenção dessas pessoas, existem vários requisitos. De acordo com a Piauí, por exemplo, na África, estudantes de uma escola local foram desalojados e ficaram sem aulas para dar lugar aos que verdadeiramente constroem a Copa. Milhões gastos em prédios que possivelmente se transformarão em elefantes brancos, e não há dinheiro para construir alojamento para pedreiros, engenheiros, entre outros.
Ao que tudo indica, os interesses da Fifa não são totalmente compatíveis com as imagens mostradas nos tocantes clipes divulgados na abertura da Copa. A humanidade de cada um existe sim, com certeza também no seleto e rico grupo que compõe o quadro. Porém, mais que isso, a visão deslumbrada de lucro e prestígio deveriam ser o slogan da Federação Internacional de Futebol. E daqui quatro anos, é a vez dos brasileiros serem explorados.
É país anfitrião do mundial, comemora ao lado de pessoas do mundo todo o sentimento de patriotismo que assola ocasiões como esta, imagem real passada pelas câmaras de quem está vendo ao vivo o acontecimento quase faz cair no esquecimento os vestígios do apartheid e da colonização européia que ainda amargam a vida dos africanos.
O presidente do país, Jacob Zuma, e o presidente da FIFA tiveram seus momentos de glória expostos ao público. Palavras de agradecimento pela oportunidade de sediar a copa disfarçam as distorções dos verdadeiros efeitos da instalação da Copa do Mundo, principalmente em países do grupo subdesenvolvido. Mas é claro, alguém sempre sai perdendo.
No imaginário popular a Copa do mundo traz oportunidades intermináveis de emprego, desenvolvimento e destaque do país em âmbito internacional. Mas o que não é exposto ao grande público são as condições distorcidas que estes países precisam aceitar para dar um gosto de “africanismo”, “brasilidade”, entre outros patriotismos ao seu povo
O país que cair na tentação de sediar a Copa do Mundo tem de aceitar todas as exigências da FIFA. Todo e qualquer material relacionado ao evento é isento de taxas alfandegária. Ou seja, além de o país ter de arcar com todas as despesas sozinho, deixa de arrecadar.
Além de tudo, todo produto e toda menção feita à copa é de poder da FIFA. Assim, mesmo um camelô que quiser vender figurinhas de jogadores ou "geladinho" com nome em homenagem aos jogadores deve prestar esclarecimento e contas à instituição.
A mão de obra necessária para reformas e construções dos vários prédios erguidos durante o evento são trazidas do exterior para o país escolhido. E para a manutenção dessas pessoas, existem vários requisitos. De acordo com a Piauí, por exemplo, na África, estudantes de uma escola local foram desalojados e ficaram sem aulas para dar lugar aos que verdadeiramente constroem a Copa. Milhões gastos em prédios que possivelmente se transformarão em elefantes brancos, e não há dinheiro para construir alojamento para pedreiros, engenheiros, entre outros
E quem achar que o objetivo da FIFA é levar desenvolvimento aos países escolhidos deve ficar de olho nas declarações da comitiva do mundial. De acordo com a publicação da Revista Piauí, há três anos uma comitiva da FIFA vistoriou os estádios da África do Sul. No país, ao avistar um dos estádios, que sem acaso nenhum, era parte de uma periferia, um dos inspetores declarou ao jornal Mail & Guardian que “os bilhões de espectadores não querem ver favelas e pobreza pela televisão”.
Ao que tudo indica, os interesses da Fifa não são totalmente compatíveis com as imagens mostradas nos tocantes clipes divulgados na abertura da Copa. A humanidade de cada um existe sim, com certeza também no seleto e rico grupo que compõe o quadro. Porém, mais que isso, a visão deslumbrada de lucro e prestígio deveriam ser o slogan da Federação Internacional de Futebol. E daqui quatro anos, é a vez dos brasileiros serem explorados
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